A magia dos 6 anos e meio!

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Um dia, há uns 2 anos atrás, eu estava lendo um blog materno onde a mãe dizia que a filha estava numa fase muito complicada. Dando trabalho, fazendo birras, saindo dos eixos e levando todo mundo junto. E no meio do post ela dizia que a maré estava melhor e que, após a filha completar 4 anos e meio, ela havia melhorado 98%. 

Me lembro q na época q li esse post, eu cortava um dobrado com a Anna. Tava difícil educar, criar, mostrar quem mandava. E ela tinha acabado de completar 4 anos. E desde aquele post, eu fiquei sonhando com os 4 anos e meio, pra ver se existia a tal magia dos 4 anos e meio.

E eles chegaram e nada aconteceu, como eu, no fundo, sabia.

Anna Laura nunca foi uma criança fácil.
Desde bebê sempre, do seu jeito, ela me enfrentou e nunca acatou de primeira as minhas recomendações. Trocando em miúdos, sempre foi difícil mostrar a ela quem mandava em quem. 

E o tempo foi passando, ela crescendo. Talvez amadurecendo em algumas vertentes da vidinha dela. Entendendo certas coisas.
A terapia tb é uma GRANDE aliada a isso. Ela passou a entender o tal nível hierárquico e percebendo quem manda em quem.

Hoje Anna Laura é uma outra criança.

Claro q ela ainda é criança e tem seus momentos de fúria, de raiva, ciúme e alguns perrengues. CLARO. E isso é saudável. Estranho seria uma menina de 6 anos e meio ser centrada. Mas num geral, Anna Laura é outra criança.

Ela entende quem manda em quem. E no fim costuma ser bastante obediente e responsável.
Ta numa fase incrível.

Outro dia, em meio a uma gripe horrorosa (que perdura ainda em mim por 20 dias, antibióticos, médicos, conjuntivite, tudo junto!!), acordamos, dei o leite pra eles pela manhã e cambaleando, disse a eles que eu iria me deitar novamente.

Coloquei no canal de TV q eles gostam e voltei pra cama. A pia estava lotada de louça, desde a noite anterior. Olhei praquele monte de copos, pratos, talheres e afins e decidi ir deitar. Passei por eles na sala, e meio q reclamei “que saco essa louça toda!” e fui rumo a cama.

Confesso q escutei uns barulhos de copos na cozinha, perguntei do quarto o q estava acontecendo e Bernardo, que adora acobertar a irmã em tudo, foi até lá e apenas disse “nada mãe“. Saquei pelo sorriso maroto dele que algo acontecia sim, mas o mau estar era tão grande q eu preferi fechar os olhos.

Enquanto ng chorasse, eu não iria ver o q estava acontecendo.

Acabei cochilando.
Acordei uns 15 minutos depois com a Anna me chamando. Levantei rápido pq lembrei dos barulhos na cozinha e imaginei que o pior tivesse acontecido. (sei q fui irresponsável, mas quem nunca fechou os olhos pra essas coisas qdo não estava bem né?) Levantei e qdo cheguei na cozinha não acreditei!

Anna Laura havia lavado, secado e guardado (a s q ela alcançava) toda a louça!
TUDO.

Arrumou a mesa, guardou coisas na geladeira, passou pano na pia e na mesa, deixou tudo organizado. Ainda pegou roupas espalhadas e colocou no cesto pra lavar.
Olhei pra ela embargada.
Sem reação.
Poderia dar bronca. Dizer q ela se arriscou mexendo em copos e facas. (não eram facas super pontudas, mas eram facas). Poderia poderia poderia. Mas apenas sorri, abracei ela e agradeci!

E ela com toda a empatia q ela está aprendendo a sentir, me disse q fez pq percebeu q eu não estava bem e ela tinha q fazer alguma coisa.

Bê ajudou tirando as roupas do chão. E ela fez questão de contar q foi ele quem recolheu. Não quis os méritos apenas pra si.

E ela ta nessa vibe.
Ajuda a arrumar, a organizar, a cuidar.
Qdo saímos a tarde, ela me ajuda a olhar o Bê, faz questão de brincar com ele, nunca jamais o exclui de nada.

Hoje mesmo, eles acordaram e ela se trocou e trocou ele. Escolheu a roupa e o vestiu.

E eu tô vendo minha menininha crescendo. Crescendo e aparecendo. Mostrando q ta virando uma mocinha linda, obediente, inteligente, companheira, minha amiga. Me acompanha em médicos, dentista. Na terapia (fazemos no mesmo horário) qdo ela sai antes de mim, ela senta na sala de espera, toda moça, e me aguarda. Sempre comportada e quieta. Não me dá trabalho pra fazer lição, estudar, ir pra escola. Topa qlq coisa. E me enche de orgulho!

Aquela criança q corre de la pra cá,  quase não vejo mais nela.
(nela né. Pq Bernardo tá naquela fase – quase 4 anos – chaaaata a beça!)

Então tô chamando essa fase dela “A magia dos 6 anos e meio”.

E tá mágico. E tá lindo. E ela tá na melhor fase dela!

 

Comentários

  1. Isabela Sady says:

    Que linda Than…
    Nina também sempre foi muito difícil…e continua. Tem seus momentos mágicos, claro…mas está numa fase de mega ciúmes da Alice, implicam uma com a outra o tempo todo.
    Nina também faz terapia,e eu estou doida para voltar a fazer…

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