Sobre memórias. Sobre futuro.

Há um tempo eu venho me cobrando muito, mas muito mesmo, sobre o q eu quero q meus filhos tenham de memória da infância deles.
Eu, da minha, tenho as melhores.
E embora por um longo tempo a gente nem pense nisso pq acha q eles não lembrarão disso ou daquilo, eu tenho certeza q mesmo aos 6,7,8,9 meses, muita coisa fica gravado dentro de nós mesmo q inconsciente.
E eu quero q eles lembrem do melhor.
Não sou a favor de muita coisa, mas pratico ou pratiquei algumas.
Sou uma pessoa zero paciência. Ou era.
Muitas vezes gritei sem a necessidade real daquele grito, ou ameacei um tapa sem a real necessidade daquilo.
Sim, tb já dei uns tapas. Na bunda principalmente.
E percebia q a Anna ficava sentida.
É difícil admitir nossas fraquezas.
E um dia, ao gritar alto bem alto com ela e a mandar “engolir o choro” percebi ela acoada. Me senti uma merda. Não com remorso ou arrependida pq ela tinha aprontado uma das boas, mas senti que aquele momento ficaria no “hd” dela por anos e anos e anos.
E pior. Negativamente.
Não quero minha filha lembrando de mim aos berros e sem paciencia qdo ela estiver educando os filhos dela. Não quero q ela pense: “vou criar vcs diferente de como a minha mãe me criou”. Não. Quero justamente q ela tenha as melhores lembranças e referências e tenha sempre a certeza q eu a crio da forma mais correta e pacífica q existe.
E não falo só disso.
Qdo me preocupo com as lembranças deles, englobo tudo.
Os momentos em família, as risadas, os passeios, os filmes, as pipocas, os sorrisos, as febrinhas onde eu e o pai estamos sempre presentes, os momentos ruins, tudo. Quero q eles tenham sempre as melhores lembranças.
Por isso tomo certos cuidados e passei a tomar outros tantos.
Perco MUITO a paciencia ainda. Ainda me descabelo com as artes e mau criações, ainda surto com as “brigas” deles, mas tento manter certa calma. Algumas vezes até vejo aquilo como “coisa da infância, de criança”.
Ainda vez ou outra altero a voz. Vez ou outra grito sim. Mando sentar, mando pro quarto, mando falar baixo. Mas juro q to entrando num tal de auto controle por eles. Pelas memórias futuras deles.
Isso é importante da gente pensar.
Ter filhos não é só parir, trocar fralda, zelar, cuidar, proteger e amar. è cuidar do futuro deles desde o primeiro dia de vida. Cuidar das lembranças q eles terão faz parte disso tudo!
Quero sempre q eles tenham as melhores lembranças minhas e do pai deles como um casal q se ama, se respeita e se admira. Evitamos brigas e discussões na frente deles ao máximo. Quero q eles ao menos tenham aquela impressão de que “meus pais nunca brigavam. nunca vi”, como eu tenho dos meus pais. Não me lembro de uma briguinha ou rusga se quer entre eles. Embora deva ter tido aos montes. Mesmo pq eles se separaram ha mais de 20 anos. E se eles nao brigassem, nao teriam motivos pro divórcio. Teoricamente isso. Mas a real é q eles brigavam sim, mas bem longe de nós, das filhas. O q nos dá essa impressão de q eles eram o casal perfeito. E por ter havido divórcio, podemos constatar q eram tudo menos perfeitos. 
Mas fizeram a parte deles bem feita. Brigas, brigas, filhos a parte.
E eu me preocupo com isso tb. Embora sendo filha de Deus, nem sempre consigo controlar a minha ira com o marido. Normal. Mas NUNCA JAMAIS brigamos feio na frente deles. Cara feia pode até rolar, mas palavras ditas na frente deles, nunca.
Não sou e nem quero ser a mãe perfeitinha. Quero ser mãe. Que briga, da conselho, explica. Que coloca de castigo e mostra o certo e o errado com clareza e firmeza. Mas nessa estrada, eu erro e ainda vou errar muito.

Agora sobre o futuro.
Taí uma coisa q eu nunca tinha pensado sobre.
Sobre o q eles serão na vida, o q farão, quem amarão, com quem se envolverão, que tipo de amigos terão.
A gente pensa no futuro como algo distante, longe, anos luz!
Mas ele ta logo aqui. Passa rápido demais e qto menos a gente esperar, eles estarão fazendo 18 anos.
E comecei a me preocupar de uma forma, q até o sono perdi.
(olha q raro! rs)
Não poderei interferir em nada nas escolhas deles.
Posso não concordar, posso dar o caminho, posso aconselhar, mas impedir qlq coisa, isso nunca poderei.
E aí?
E se as escolhas deles não forem compatíveis com o q eu sonho e quero pra eles?
Como lidar com essa frustração?
Pq ainda são crianças mas -infelizmente- não serão crianças pra sempre.
Terão opinião, vontades próprias e mais, vidas próprias.
Poderão decidir onde e quando ir.
E a gente vai poder no máximo, assistir de camarote.
Isso me da um medo.
Pq eu não sou do tipo de mãe que vai querer se realizar nos filhos. Quero apenas q eles façam escolhas certas.
Mas isso nem sempre vai significar as escolhas q eu sonho pra eles.

Isso começou mesmo a me incomodar, mas mudei o rumo dos pensamentos com o consolo de “ainda é muito cedo pra isso”. E é.
E vamos educando e mostrando caminhos pelos quais queremos q eles sigam e faremos nosso melhor trabalho.

Afinal filhos são do mundo!
Mas o mundo anda tão complicado….como diria Renato.
Dificil ser mãe e pai.
A parte do não dormir, do trabalho que crianças dão é tudo muito fichinha perto de tudo que envolve ter filhos!

Hunpf!

3 Comentários

  1. Paula Roma says:

    Nossa! Como me identifiquei… e olha que, por enquanto, só tenho um!!
    Encontrar pessoas como vc me faz pensar que não sou a única “mãe louca” no mundo !! Rsrsrsrs
    Parabéns pela coragem em se expor !!
    Bjss, pra Anna e pro Be

  2. Cláudia Leite says:

    engraçado, que quando vi o título, pensei mesmo nas boas lembranças da infância, mas tudo pode marcá-los mesmo, de forma positiva ou negativa.
    Erramos muito, mas com muito desejo e anseio de acertar!!

  3. Dani Rabelo says:

    Than, sabe que eu sempre pensei nisso sobre brigas de casal má frente de crianças? Meus pais tbm são divorciados, e eu tbm nunca vi um barraco entre eles, só as caras feias…. E até isso eu tento evitar na frente da Laura, mas é difícil, né? Não somos perfeitas.

    Quanto ao futuro, penso mto sobre isso tbm!! Não sei se é a gestação, os hormônios, a responsabilidade, enfim…. Mas eu vivo pensando em drogas, amizades, má influência, pensando nas mães. Dos amigos que tive que desandaram na vida, o que elas devem ter feito, o que é culpa da educação e o que é “genético” pra fazer cagada na vida…. Não sei…. Só sei que a melhor forma de “garantir” uma vida bacana para os nossos filhos é educar sempre, amar mto, dar mto carinho, limite, impor respeito é ser mãe. Falo sempre para a Laura que não sou sua amiga, sou sua mãe, exijo respeito, obediência, mas ao mesmo tempo, como mãe, sou muito dócil,, amável e carinhosa. Sempre.
    Vamos tentando……..
    Aposto que vc é uma excelente mãe é que teus filhos farão de tudo por vc.

    Beijos grandes!!!

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