Pai de segunda viagem…

Que a gravidez pra mulher é algo muito mais real todo mundo sabe. Homens são meio coadjuvantes nessa historia toda. Mães sentem aquele amor e aquele instinto de proteção desde q se descobrem grávidas. Isso é fato. Afinal o feto esta habitando nosso corpo e no fim nós e o bebe somos uma pessoa só durante 9 meses. Seria querer demais q o pai tivesse essa ligação desde o inicio uma vez q isso entre mãe e filho é, alem de amor claro, visceral. Mesmo.

Daí a gente sente tudo q uma gravidez tem pra nos proporcionar e eles, os pais, ficam na espreita, só observando.

E o bebê nasce, e a relação mãe e filho que já era estreita, fica ainda mais apertada.
A relação de pai e filho se constrói com o tempo, no dia a dia.
O pai precisa sentir e conhecer aquele serzinho embora parte dele tb, mas ainda demora a rolar uma afinidade.
Mas rola. E mais q isso. Rola um amor enlouquecedor.

Amor de pai e filho é único. É uma relação ímpar. Assim como de mãe e filho. Cada relação é particular e não há isso de “mãe ama mais”. Mentira.

E com o tempo, se estabelece o relacionamento de pai e filho.
E a gente baba. A gente ama ver esse amor todo. O cuidado, o carinho, a atenção entre eles.

Daí PIMBA. A mulher engravida de novo.
E como no primeiro ciclo, o amor, a proteção já começa a surgir logo no inicio. Ta, ok. No segundo filho tudo isso demora um pouco mais até conosco, as mães. Mas rola. Basta o primeiro US q pronto, já estamos de quatro por aquele segundo serzinho mais importante da nossa vida.

E eles continuam lá, meio de lado, meio em segundo plano.

E tudo acontece de novo mas com um diferencial: o primeiro filho ta la já, observando tudo tb, muitas vezes de longe…
E a mãe, q já é bicho besta, começa a se sentir culpada.
Mas nem sempre leva essa culpa a diante. Pq SABE q coração de mãe é enorme, sempre cabe mais um, mais dois, mais tres…

Mas e o pai?
Ele se culpa? 

Qdo o Bê nasceu, percebi no meu marido um certo “medo” de estreitar laços com o bebê no começo.
Sentia q ele meio se defendia, por medo dos sentimentos da Anna.

Eu até brincava dizendo q ele não amava o Be.
Claro que não.
Pra nós, mães, é algo natural. Embora sim, a gente se importe com o q o mais velho vá pensar e sentir, a gente não tem lá muita escolha: tem q cuidar do bebê, pegar no colo, dar o peito, fazer dormir, enfim…a gente tem!
Os pais, muitas vezes, preferem ficar de fora pra não magoar o mais velho.

E foi assim q aconteceu aqui!

Airton tinha medo de q a Anna fosse amá-lo menos caso ele desse muita atenção ao Be.
Medo bobo.
E q com o tempo, se dissipou.
Hj é td diferente.
Bernardo é LOUCO pelo pai, é recíproco, Anna é louca pelo Be, pelo pai, por todo mundo e vivemos em harmonia (ou quase…rs).

A gente se preocupa, qdo engravida pela segunda vez, muito com o sentimento da mãe, do primeiro filho…mas se esquece do pai.
Dos sentimentos dele.

E confesso q olhando hj as coisas mais friamente, entendo o meu marido.
Ele via a Anna meio chateada comigo toda vez q eu dizia “já vou filha” pra fazer algo com o Bê e não queria q ela se chateasse com ele tb.
Não deve ser facil.
Não é pra nós, pq seria pra eles????


Por isso , qdo seu outro filho nascer, e o pai manter uma certa distância do bebê novo, não o critique e espere as coisas acontecer no tempo dele.
Pq vão acontecer.




5 Comentários

  1. dorinnha radashy says:

    Adorei seu post, Tania. e que bom que tudo se ajeitou, e que hoje todos vivem rodeados de amor e carinho. eu não sei se vou qureer outro filho, + espero que meu marido seja um bom pai pro nosso 1º bebê que ainda vai nascer…. bj

  2. Cláudia Leite says:

    bacana mesmo sua observação!
    Por aqui, a Gá é mais apegada a mim até hoje, e o pai diz que quer estreitar laços logo cedo coma mais nova, até por conta disso.
    Vamos ver como será! Só no dia-a-dia é que desenvolvemos a logística toda.

    bjo e boa semana!

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