Das coisas q eu aprendi, somente qdo me tornei mãe pela segunda vez!

Das coisas q eu aprendi, somente qdo me tornei mãe pela segunda vez!

Qdo engravidei pela primeira vez, lá em 2010, da Anna Laura, eu desconhecia o q era a maternidade.
Desconhecia o q era gravidez e só conhecia sintomas e dores e sensações, através das coisas q eu lia.
Eu passei a gravidez toda apostando piamente que não daria certo.
No começo, eu achava q o bebê “não vingaria”. A cada xixi q eu ia fazer, achava q minha filha estava indo privada abaixo.
Era tenso, eu nunca relaxava, tentava vislumbrar a nossa vida com um bebê em casa e não conseguia. E mais q isso, achava q essa falta de visão do futuro, era algum sinal divino de q meu filho não aconteceria.
Me recusei a comprar coisas pro bebê.
Não deixava ng comprar e no dia em q fomos comprar o quartinho, eu chorei achando q era bobagem, já q eu nem sabia se de fato iríamos ter um bebê dormindo ali, usando aquela cômoda e aquele guarda roupa. Resumindo: eu estava em pânico com aquilo tudo.

Tinha medos absurdos, de coisas surreais e acabou que, só fui de fato relaxar a aproveitar os chutes da Anna, as sensações deliciosas da gestação lá pela 37ª semana. Sabe Deus pq, eu passei a ser a calma em pessoa e estava enfim, plena.
Ainda não fazia ideia do q era ser mãe (assim como 100% das grávidas de primeira viagem não fazem) e então decidi deixar a ansiedade e os medos de lado e curtir aquele pouco de paz q me restava. (e pensar q eu reclamava q não conseguia dormir nas últimas semanas de gravidez por conta do peso da Anna e da barriga ahhahahaha piada! Mal sabia o q me esperava!)

Daí a Anna Laura chegou! E eu me lembro de respirar fundo um dia e olhar pra minha mãe e dizer: “ufa, acabou! Graças a Deus”, me referindo a gravidez e toda aquela tensão q eu vivi durante as quase 39 semanas. Minha mãe apenas me olhou, com a Anna no colo aos berros e disse “está apenas começando filha!”.

Ela tinha tanta, mas tanta razão!

Como qlq mãe de primeira viagem q se preze, eu me perdi. Não sabia o q estava fazendo nunca, chorei durante dias a fio com a Anna igualmente chorando, sem saber como e o q fazer, sentia dor nos seios, pensava o tempo todo em parar de amamentar, sentia medo, medo, medo e medo. E sono! Muito sono! Cheguei a olhar pra Anna arrependida de ter “entrado nessa”. Só fazia pensar q eu poderia ter adiado a ideia de ser mãe, e mais, q eu nunca deveria ter tido essa vontade. Chorava, chorava e chorava!
Estava perdida no meio de um tiroteio chamado maternidade!
Era tiro pra tudo q era lado e eu ali, inerte, sem conseguir me mexer. Confusa e inexperiente, fiz MUITA CAGADA com a Anna.
Errei pra caramba, mas agradeço aos erros, pq eles q me ensinaram!

Ouvia conselhos, ouvia críticas, ouvia pitacos e me magoava.
Deixava QUALQUER pessoa interferir na maneira como eu estava conduzindo aquilo e sempre permitia q as pessoas me julgassem, nascendo ali a tal culpa materna.
Sofri horrores. E muitas dessas vezes, completamente calada.
As pessoas deveriam falar menos e ajudar mais. Mas acho q isso é unânime, e por isso mães iniciantes tendem a sofrer mais por isso!

Fiz tudo, ou quase tudo errado.
A começar pelo anseio de querer q o tempo passasse depressa.
Não queria mais “curtir” aquele bebezinho e pedia a Deus q eu pudesse fechar os olhos e ter uma filha de 5 anos q fosse quase completamente auto suficiente (hahahaha hj vejo como fui inocente!) e q pelo amor de deus, DORMISSE.
E passava os dias ansiando essa velocidade no tempo e acabei sendo precoce com a Anna pra tentar ter um pouco dessa sensação boba.

Desmamamos cedo, começamos com fórmula cedo, começamos com alimentos cedo, coloquei ela num andador cedo, queria de alguma maneira, q o tempo corresse.

Quando me dei conta q eu tava fazendo aquilo errado e estava perdendo um tempo precioso com minha bebê, ela não era mais um bebê!
Qdo comecei o desfralde da Anna, comecei a sentir esse peso. O peso de não ter aproveitado  C A D A   S E G U N D O dela, como bebê! E caí em mim!
E claro, como não poderia ser diferente, tentei de alguma forma resgatar aquilo. E sofri pq percebi q o tempo não volta e certas coisas na vida são 100% “inresgatáveis”.

Foi aí q veio a vontade de ter outro bebê.
Não somente para ter outro filho e dar um irmão à Anna Laura, mas tentar fechar algumas lacunas q ficaram abertas, algumas feridas q ainda ardiam dentro de mim!
Uma vontade meio q boba, eu sei, de refazer a maternidade pra tentar acertar alguns ponteiros.

E qdo descobri q estava grávida, e estava quase cometendo os mesmos erros da primeira vez, respirei fundo e decidi q eu seria OUTRA Thania. Seria mais leve e levaria aquilo de maneira mais espontânea.
E, embora eu tenha tido 1.548 intercorrências na gravidez do Bernardo (coisa q eu não tive na gravidez da Lau), eu decidi ser leve. Fazer tudo diferente, desde o primeiro dia.
E a gravidez foi linda. Leve. Gostosa.
Eu conhecia algumas dores, sabia q eram normais. Conhecia alguns medos, e sabia como seriam as coisas depois. SABIA q eu daria conta de qtos bebês viessem depois da Anna e brincava “a Anna sobreviveu a mim, qlq bebê sobrevive”. Brincadeiras a parte, no fundo, era isso q eu sentia mesmo!

Bernardo nasceu e eu decidi q tudo, TUDO, T U D O seria diferente.
Prometi a mim mesma fechar aquelas lacunas abertas da primeira vez.
Prometi não dar ouvidos a NINGUEM e q eu faria do meu jeito.
Prometi não ansiar pro tempo correr, prometi q eu ia amamentar o tempo q eu e ele quisesse, prometi q eu ia ser 100% mãe dele e mais q isso, prometi q iria “adotá-lo” no primeiro segundo de vida dele, ao contrário do q eu fiz com a Anna Laura q eu demorei muito tempo pra abraçar a causa “maternidade”.

E ao contrário do q eu fiz na primeira vez, dessa vez, a cada mês do Bernardo, eu sofria pelo tempo q havia ficado pra trás.
A cada conquista dele eu sentava e tentava não me desesperar pelo tempo q estava voando!
E qdo ele deu os primeiros passos sozinho, meu coração, ao mesmo tempo q se encheu de alegria, se encheu de nostalgia, pq eu sabia q eu não tinha e nem teria mais, meu bebêzinho engatinhador e banguela perto de mim e q de fato ele estava crescendo assustadoramente rápido demais e isso não me fazia bem!

Ainda não faz.
Daqui uns poucos meses começaremos o desfralde e o deschupetamento.
Sei q serei eu a sofrer mais com isso. Pq dessa vez eu não terei outro bebê pra suprir carência minha nenhuma!

Mas vejo Bernardo crescer a olhos nus com um sentimento diferente no coração: de q eu consigo aproveitar CADA segundo dele e não olharei pra trás, como fiz durante anos com a Anna, com aquele sentimento de “eu poderia ter reclamado menos e aproveitado mais”.

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