A minha materno-qualidade

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Todo dia, acho eu, qdo eu vou dormir, faço um pequeno balanço de como é a minha qualidade como mãe e sempre eu me auto desaprovo. Não há um dia desde o dia em q me tornei mãe que eu tenha certeza absoluta de q eu mais falho do q acerto.
Todo dia me pego pensando em como eu deveria fazer, imagino milhões de teorias lindas e na hora do vamos ver, eu não pratico nada daquilo q eu gostaria.
Anna Laura já está de férias. Hoje está sendo seu primeiro dia de férias  e eu confesso a vcs: eu já estou na lona!
Primeiro dia e eu to querendo jogar a toalha!
Já dei bronca, pus de castigo, escondi o brinquedo favorito. Isso pq são 4 horas da tarde e ela acordou as 10 da manhã.
Poucas horas pra muito estresse.
Pensa q teremos pela frente 30 longos dias!
E é aí q entra minha auto crítica não muito saudável: que tipo de mãe eu sou e pq eu não sou aquela q eu idealizei ainda grávida, há 6 anos atrás?

Pq as teorias nos ensinam coisas incríveis sobre como maternar e educar e qdo eles nascem ou pior, qdo eles chegam a idade mais árdua de toda essa loucura (ta ok eu sei q eu ainda não vi nada! SO-CO-RRO!) a gente simplesmente manda as teorias pra marte e arregaça as mangas e pensa: eu sei cuidar dessa bagaça toda!

 

Mas não. Nem sempre sabemos. Ou nem sempre seguimos a risca aquela ladainha toda q aprendemos nos livros empoeirados na estante!

Eu não sou uma mãe boa.
Eu brigo muito, grito muito, me estresso por quase nada e sofro. Sofro muito e acabo cedendo!

 

Outro dia estava vendo uma reportagem com a Xuxa de dia das mães onde ela e a Sasha eram entrevistadas.
E ela dizia à repórter se dirigindo diretamente a Sasha, q na época devia ter uns 10 anos, que nunca disse NAO a menina. Q o único não q ela dizia era qdo a menina queria algo q pudesse machucar ou prejudicar sua integridade física, caso contrário, ela só dizia sim. E sabia q não era “certo” mas q pra elas, funcionava bem!
Será q dizer muitos nãos procurando DESESPERADAMENTE impor limites é o caminho ou nunca dizer não pra anunciar certa parceria com o filho está realmente certo?
Acho q balancear as coisas é o mais saudável,mas eu confesso q eu faço essa primeira opção q é negar tudo pra tentar mostrar quem manda nessa porra! Mas e aí? Será q eu não to exagerando? Será q de vez em qdo não seria legal liberar aquele chocolate antes do almoço ou deixar q ela rabisque minha agenda não seria mais “amigo” da minha parte?

Não sei. Só sei q a minha qualidade materna está abaixo das minhas próprias expectativas e isso me causa uma frustração sem tamanho!

Queria ser mais paciente mas pra isso eu precisaria ter uma filha mais paciente.
E isso nenhuma de nós somos!

Como lidar com os defeitos deles também?
Pq eles os tem e de monte!
Temos mesmo q sempre passar por cima dos defeitos dos nossos filhos em prol de uma maternidade mais consciente?

 

Acho q ser mãe deveria vir com algum manual de instrução. Não pra q pudéssemos seguir a risca. Até pq não seguimos a risca nem o manual do carro! Mas pra termos onde buscar respostas, qdo estamos vazias sem saber o q fazer!

Comentários

  1. Vanessa says:

    Adorei o texto e me identifiquei muito! Às vezes na busca de “educar” somos rígidas e usamos muitos naos. Me sinto como vc, na dúvida se esse é o melhor caminho. Mas tento ver o retorno da
    Minha filha. Em alguns pts vejo Q é positivo, em outros, vejo Q não e tento me trabalhar pra
    Mudar… E vamos seguindo! Mães se culpam por tudo, né!?

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