Grupos maternos

Me lembro no auge do falecido Orkut, q as pessoas criavam “comunidades” bizarras do tipo “eu adoro comer miojo com churrasco” ou “tenho aflição de papel fotográfico” e outras tantas bizarrices sem fim.

Qdo o orkut enfim, morreu, as pessoas se apegaram – emocionalmente – ao facebook muitas vezes trazendo pra dentro dele um Orkut disfarçado pra não causar impacto.
Correntes, páginas bizarras, testes sem noção e afins.
E a coisa toda foi tomando proporções horrendas e pra tudo, TUDO mesmo existem os grupos fechados.
Grupo do bairro, da rua, do boteco frequentando, da fralda q o filho usa, da cirurgia que vc fez em 1987, grupos que ensinam português, inglês, italiano, grupos de solteiro, de desapego, de gente q sofre de flatulência congênita.
E sempre existem muitos membros. Discutindo assuntos como se todos fossem especialistas em porra nenhuma, vulgo ASPONE.
E claro q a maternidade não ia ficar fora dessa!
Claro, afinal, maternidade tem tanta coisa a ser discutida, debatida, colocada em cheque.
Mulheres já naturalmente vulneráveis e fragilizadas, precisam, urgentemente, participar de grupos maternos cheios de dedos apontados e gente q sabe fazer a porra toda melhor q elas.
E tão naturalmente, a gente q é mãe, acaba entrando em algum (s) de alguma forma.
Seja convidada por aquela amiga q sabe Deus pq acha q vc realmente precisa expor suas limitações maternas pra um bando de mãe desconhecida (e descontrolada) cheia de opinião que, nem sempre, vc quer ouvir, ou então vc acaba entrando espontaneamente.
E comigo nunca foi de outra forma.
Participei de um grupo materno por um bom tempo até q começou a ter briga, mimimi, julgamentos e eu sempre ou quase sempre no meio daquele furacão, me cansei e saí, jurando com os dois pés na bíblia q nunca mais entraria em nenhum outro.
Pequei feio.

Qdo a fan page (@maededois.diaro – no face) começou a ter certa aceitação e muitas curtidas, começaram os “inbox” cheios de dúvidas e mães que queriam q eu expusesse seus problemas ali para terem de alguma maneira, opiniões sobre aquilo!
O aumento dessas duvidas foi tão rápido q logo veio a proposta de alguém pra q eu montasse um grupo só da fan page.
A princípio a ideia me pareceu super plausível e legal, assim, estreitaria os laços de amizade e a gente ia acabar nos conhecendo de certa forma.
Grupo montado, mais de 1000 membros.
Todas mães. De um, de dois, de três e acreditem até uma -super- mamãe q estava grávida do seu OITAVO filho!

Foram dois anos de grupo.
Muitos altos e baixos. Algumas briguinhas q geralmente eram sanadas ali, cortadas pela raiz.

Mas inevitável q existissem mimimis, apontamentos, julgamentos.
Afinal muitas mães juntas, muitas formas de criar, educar,alimentar.

Deixando os detalhes (tristes) de lado, depois de pouco mais de 2 anos de grupo, eu tive q excluí-lo.
Doeu fazer isso. Era como se estivesse matando um sonho meu, algo q eu havia criado e amado, enquanto ele ainda existia.
Mas foi necessário e preciso pra sanidade mental dessa q vos escreve.

E é justamente aí q eu gostaria de entrar.
Grupos maternos, servem então pra que?

Qtas vezes eu sentia algumas mães visivelmente chateadas ao postarem seus problemas e choviam críticas e modos “melhores” de fazer aquilo!
Sinceramente eu não acho isso saudável.
A gente já tem tanto grilo nessa jornada materna q por si só já é difícil demais, daí entram outras tantas mães mostrando como se superam, como são o AS da maternidade, esfregando na nossa cara como somos uma grande merda nessa árdua viagem!
Pera aí! Isso não está certo!
Se eu faço Y ou X com meus filhos, sendo certo ou não, o problema sempre será meu!
E daí eu comecei a repensar sobre isso.
Excluí o meu, mas ainda me mantinha ativa em alguns outros e gente….não dava!
Não sabia q eu estava tão incomodada com isso de grupos (no face AND no whatsapp) até sair de todos!
Me senti lerigo! Livre mesmo pra maternar do jeito q eu bem entendo sem ninguém vindo esfregar na minha cara q materna melhor q eu (ZZzzzZzzZzzzzz) e nem pra dar pitquinho “amigo” (sei!) me ensinando como se fazia melhor.

Não! Parei com isso e me senti MÃE.
Faço o q eu quero, qdo quero, do jeito q eu quero e não corro mais o risco de mimimis desnecessários, gente me enchendo o saco inbox, tentando me fazer engolir coisas q pra mim não funcionam!

Daí tirei uma lição bastante valiosa disso tudo: GRUPOS MATERNOS NO FACEBOOK OU NO WHATSAPP, NUNCA MAIS!

 

 

Comentários

  1. Letícia says:

    Apesar dos mimimis eu sinto falta do seu grupo…das suas postagens quase q diárias, mas respeito sua decisão!!! Continuo te seguindo na fanpage e no blog!!! Bjão!!!

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