O q eu quero pra mim?

O q eu quero pra mim?

O q eu quero pra mim?

O q eu quero pra mim?

 

As vezes, eu passo horas (geralmente antes de dormir) matutando na minha mente, formas de me tornar uma pessoa melhor. Na verdade, eu fico matutando formas de me tornar uma mãe melhor. As vezes isso até me tira o sono.
Muita gente tem pra nos ensinar teorias, fórmulas mágicas, livros e blogs inacreditavelmente pedagógicos sobre “como educar seu filho sem gritar” e isso acaba tomando, dentro de mim, uma proporção gigantesca. As vezes até choro mostrando pra mim mesma, que nem sempre eu opto pelo caminho dito certo.

Ontem, num total momento de descontrole, meu marido gritou com a Anna Laura.
E eu, acabo por não fazer nada pq sei a gente chega no limite!
A Anna nos testa. Ela quer ver até onde somos capazes de ir ou não. Mas ela fica só esperando a gente se descontrolar.
E nesse quesito, eu sou sim uma péssima mãe. Pq muitas e muitas vezes eu não consigo resolver o problema ali, sentando e conversando.
Eu grito, esbravejo, grito de novo, perco a linha. Desmonto diante dela e sei q ela entende q esse é meu ponto fraco.

E muitas vezes, depois de um dia tenso, cheio de broncas e ameaças pelas quais eu nunca vou cumprir (e ela sabe!), eu deito na cama e sempre penso no q eu posso mudar, onde eu posso mudar, o q eu posso consertar na Thania mãe.

E de repente o filho cresce e a gente começa a ter q aprender outras coisas além de amamentar, trocar fralda, fazer dormir, entre outras coisas. A gente é obrigada a aprender a educar. Não aprender a educar como um professor faz. Faz faculdade e se capacita pra ensinar. Não! A gente é obrigada a ensinar valores, conceitos de vida, mostrar o certo e o errado, mostrar as coisas erradas do mundo e ensinar a fazer diferente, dentre tantas outras coisas que nem sempre a gente sabe. A gente é obrigada a passar até por cima do q a gente acredita, pra mostrar pro filho o certo e o errado.

Não é fácil. De longe, nesses quase 5 anos meus na condição de mãe, educar está sendo a parte mais complicada.
Não falo apenas das birras e chantagens emocionais q ela sabe fazer. Eu to generalizando mesmo!

E então, o q eu quero pra mim, como mãe?

Sinceramente, nem eu sei. Eu ainda tô tão no começo dessa caminhada. Ainda tenho muito o q mostrar pra ela e mais, ainda tenho o Bê q eu vou precisar voltar lá no começo de tudo e ensinar tudo do início!

Eu só queria ser mais comedida. Uma mãe mais calma, mais paciente diante dos momentos difíceis, queria aprender a sentar e conversar sem perder a cabeça antes.

Sei que eu não estou sozinha.

Sei q muita mãe passa pelo mesmo q eu. Sei q muitas de nós, depois de um dia estressante no trabalho ou cuidando da casa, acaba perdendo a cabeça mesmo.
Não é certo. Não podemos nunca descontar nossas frustrações e inseguranças nos nossos filhos, mas as vezes, é isso q acontece.

 

Mas vamos que vamos pq maternar não é uma pracinha e ng nunca disse q seria fácil!

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