Botão da sinceridade ativado!

Esses dias, depois de uma coisa q meu marido me falou, eu comecei a pensar sobre esse assunto.
Qdo a gente ta grávida, todo mundo, todo ser materno q existe no mundo, chega em nós e solta aquele famoso ditado: “ser mãe, é abrir mão de tudo.”.
A gente, boba, pq toda grávida é meio sonhadora, boba mesmo, acha até isso de abrir mão lindo! A gente acha tudo lindo, tudo poético, ai q vida linda.
A gente acha tudo isso, até o bebê nascer!
O bebê nasce e começa a cair por terra zilhares de coisas q a gente ouviu a gestação inteira.
Kd amor a primeira vista? Kd momento “mais sublime da vida?” Kd o bebê mais lindo do berçário?
Sei lá. Sumiu junto com aquele monte de gente q adora só falar, falar, falar.
E os dias vão passando, e aquele papo todo de “vc terá q abrir mão de tudo na sua vida” começa a fazer sentido, e pior, nem era aquele conto lindo de fadas q a gente imaginava na gravidez.
Pq a gente mal percebe, mas na gravidez começamos a abrir mão de algumas coisas, mas até isso entra no patamar “conta de fadas mais lindo do mundo!”.


Abrir mão.
Troço difícil pra um ser humano fazer. E não é pq esse ser humano em questão se tornou mãe, q pra ele é mais fácil, como os poetas adoram dizer por aí. Não é nada fácil, e querem saber, nem gostoso.
A gente ama ser mãe, ama o q faz, ama incondicionalmente? Sim, isso é verdade. Mas hora ou outra, q ataque uma pedra quem nunca, a gente se imagina sozinha, sem filhos, deitada no sofá assistindo o q a gente quer…mas logo a gente trata de apagar esses pensamentos da cabeça, pq pensar e sentir saudade, dá uma culpa danada!
Mas q porra é essa né?
Até nossos pensamentos a gente tem q “abrir mão” pra não se sentir culpada ou pior, pra q os outros não nos olhem com olhar de reprovação do tipo “vc quis filho, agora aguenta” .
Sim, eu quis ter um filho, era um projeto de vida, mas eu sei q 50% dessa decisão eu tomei baseada na cobrança externa q o mundo faz logo depois (logo depois=na festa praticamente) q nos casamos. “e aí, qdo vem o bebe?”. 
Quem nunca se sentiu pressionada com isso q levante a mão!
Eu me sentia muito. Daí encasquetei q eu queria um filho.
Foi uma decisão rápida, eu nem pensei muito. Talvez por isso eu não esteja, ainda, depois de quase 2 anos nessa condição de mãe, preparada pra abrir mão de tudo na minha vida, por causa da Anna.
Mas não estar preparada, não significa q eu nao abra.
Abro mão da minha vida.
Abri mão de ser uma profissional, de ter dinheiro, praticamente de ser mulher, por ela. Pelo amor à ela. Mas nem sempre eu abro mão de tudo, feliz.
E me dói pensar assim? CLARO. Me faz eu me sentir a pior mãe do mundo!
Depois q a Anna nasceu, eu abri mão de tanta, mas TANTA coisa na minha vida, e eu olho pra trás e sinto uma pontinha de tristeza nisso tudo. Será q um dia a Anna vai reconhecer isso? Claro q não! Filho nenhum reconhece, Anna Laura não seria uma excessão!
Abri mão de uma das coisas q eu mais AMO na minha vida, por ela.
Dormir.
Nunca mais, desde o primeiro dia de vida da Anna, eu dormi.
Eu durmo sim, mas pela sobrevivência, durmo o q o corpo necessita, e as vezes, nem isso. Mas a gente acostuma.
Dormir q eu digo é curtir aqueles momentinhos na cama, de preguiça, num sábado gelado…não dá mais, nunca mais fiz isso e sinto falta! E me culpo. E viro um monstro cheio de conflitos internos.
Não q a Anna tenha culpa. Ela não tem, aquele velho clichê de “ela não pediu pra nascer” sempre vem a tona aqui em casa, mas eu tb não tenho culpa de estar cansada, precisando e merecendo uma noite com 12 horas de sono e preguicinha curtida. Mas mesmo eu sabendo disso, eu não me dou o direito por não poder.


Abrir mão é lindo na teoria.
A gente sonha em se tornar um ser humano mais evoluído e menos egoísta a vida toda. Daí a gente se torna mãe, e tem meio q por obrigação ser esse ser humano aí, mas isso não significa q a gente tenha q aceitar e gostar dessa condição!
Respeito quem AMA abrir mão de tudo pelo filho, mas eu não amo!
Eu não gosto de estar sempre em segundo plano pra todo mundo, incluindo (o q mais me dói) pra mim mesma.
Faço isso de boa, de verdade. Mas não gosto!
As vezes eu quero ter colinho e não dar, entendem?
E nossa, qto tempo eu não tenho colinho?
Mas td bem. A gente leva a vida e vai seguindo, afinal, filhos são o começo da vida. É a parte mais divertida, estressante, interessante e gostosa da minha vida. Todos os sentimentos, bons e ruins, estão ligados à maternidade. Isso é fato. Eu disse TODOS!
Saber lidar com isso é crescimento diário. Dia a dia. Um dia por vez. Não se aprende a abrir mão das coisas e ser menos egoísta, no dia em q o filho nasce. Claro q não.Isso é treinamento q pode levar anos…q é o meu caso.


Eu amo ser mãe, mas nem por isso preciso amar todas as condições q ser mãe me dá. 
Não saio tb por aí reclamando de tudo o tempo todo, mesmo pq se isso adiantasse ou resolvesse, tava legal, tava bacana, mas a gente sabe q esse não é o caminho. O caminho e treinar, é tentar.


Tudo q eu faço pela Anna Laura, faço com prazer e por amor. Qdo eu não tenho prazer no q eu to fazendo, eu não faço mais. Simples assim.




Ser mãe é o trabalho mais árduo e difícil q eu tive na minha vida toda.
É o trabalho q mais cobrou de mim, da minha postura.
E eu sigo fazendo com carinho e dedicação. A maior q eu possa dar!
Eu posso não ser a melhor mãe do mundo, mas eu me esforço e faço o meu melhor, disso eu nunca tive dúvidas….

18 Comentários

  1. Carol Damasceno says:

    Than todas nós passamos por esses conflitos. Umas mais outras menos, mas vc não está sozinha… As vezes a gente tem que extravasar e extrapolar, mas depois fica tudo bem.. somo seres humanos, lembra?

    Bjossssss
    Carol

  2. Juh** says:

    Que post mais sincero Than! Nem tudo são flores, por mais que muitas mamães queiram passar essa impressão na blogosfera.
    Eu ainda não tenho (e nem planejo) filhos por um único e sincero motivo: NÃO ESTOU PREPARADA.
    Não quero abrir mão de dormir tranquila, de chegar em casa a tarde e ver TV sem me preocupar com nada, de namorar muito o meu marido, de viajar na hora que eu quiser. E de várias outras coisas.
    Claro que eu amo crianças, me derreto toda quando vejo um bebê. Acho que ter um filho é uma dádiva, uma bênção de Deus. Só não quero agora.
    E sou tão julgada por isso, o pessoal mete a boca. “Mais de três anos casados e ainda falam que não querem filho por enquanto??”. Sim ué, direito nosso!
    Eu sei que uma hora vai bater aquele desejo intenso de sermos pais, mas enquanto isso não acontece, eu sigo babando e cuidando dos filhos alheios.
    É isso, desabafei hehehe.

    Beijos ;)

  3. Solange Carvalho says:

    Só vou te falar uma coisa: ainda bem que eles crescem, e a gente esquece tudo isso, a ponto de querer outros filhos!!, com meu primeiro filho só fui dormir uma noite inteira depois de 2 anos é pauleira!!, mas passa!!

  4. Tati... says:

    Than….Sempre leio os seus posts, mas tenho uma preguicinha de comentar…kakakaka….
    Mas o de hj num tinha como….ME VI EM CADA LINHA aí….
    PQP é bem assim msm….
    Bjão

  5. says:

    Ai amiga,
    E louco né, afinal é dificil, mas é tão prazeroso… vivemos num conflito tão grande…
    Por aqui está tudo tão louco…afff!
    Beijos!

  6. Angel says:

    Than…teu post leu os meus pensamentos..ainda mais neste momento…tô de férias na casa de praia com meus dois filhos, sem empregada, babá…enfim…tendo que fazer tudo sozinha pq meu marido não tá de férias…vim mais pelo da Davi..se não ele ficaria o mes todinho dentro de casa e isso não é justo…pra ele…pq pra mim…meu Deus…tô um caco!!!Abrir mão de pegar sol traquilamente, de dormir até tarde, de fazer uma refeição com traquilidade…sair na rua sem enlouquecer com os atatques de tolice da Lulu…Fiquei muito culpada por pensar que minhas férias estão sendo uma droga…que não estou me divertindo e sim trabalhando em outra área…mas em contrapartida ao ver eles se divertirem me deixa muito feliz!!é um conflito interno constante…mas enfim..a gente vai levando né????como vc mesma disse…quem nunca????

    BJS..

  7. Karine e Rafinha! says:

    olha flor, não posso dizer muitas coisas que vc disse qp. nunca me senti assim, só sei que meu filho é prioridade em minha vida, sempre sonhei com ele, ele é muito especial, mas ele foi para escola com 6 meses e hj aos 4 anos vejo como é esperto, não me arrependi. eu trabalho, saio com amigas, e faço tudo que tnho vontade, seja com ele ou sem ele, os filhos crescem, por isso não podemos viver só por eles, mas acho que enquanto são pequenos e dependentes precisam mais de nós…como nunca tive problema de enjoo, de colica nele, de não dormir, de não comer, tudo sempre foi tranquilo, por isso ele não me faz pensar assim nunca, quero ter outro filho e não sei se será do mesmo jeito, mas entendo o que vc diz, mas o mais importante é que vc se esforça pra ser uma boa mãe e eu tenho certezaq ue é que Laurinha te ama desse jeitinho…bjs

  8. Cláudia Leite says:

    Muito sincero esse teu post!
    Abir mão de muita coisa pela Bella, algumas por prazer (porque em geral vivo sem, sem problemas), mas outras com um terrível sofrimento.

    De tudo o que abri mão, o que mais sinto falta é de estudar, melhorar minha carreira.

    Mas foi a escolha que fiz neh?
    Nós mães vivemos em conflitos internos.

    Bjão.

  9. Ana Paula says:

    Than, querida! É isso aí… A verdade é que a gravidez não prepara a mulher para ser mãe. A maternidade nasce junto com o bb. Logo de início eu entendi aquela frase “o filho é da mãe”. Por isso, tive muitos conflitos com meu marido, porque eu abri mão de tudo, e ele de pouca coisa por causa da Alice.
    Acho que o negócio é não pensar muito nas coisas que a gente deixou de fazer por causa da maternidade. Quando há a aceitação, tudo começa a fluir melhor. Pelo menos comigo funciona assim.
    Desde que Alice nasceu, eu nunca mais fique deitada estiradona no sofá, só zapeando os canais; deixei de acompanhar Grey’s Anatomy que tanto amo; comecei a dormir (ou ir para cama) mais cedo; fora outras coisas bobas, mas que eu gostava de fazer (ou vi que gostava depois de me tornar mãe).
    Por isso que falo para as recém-casadas: curta muiiito o casamento. A dinâmica a dois muda totalmente com um filho. Mas só sendo mãe que a gente entende mesmo algumas mensagens.
    Bjs!

  10. Dani Rabelo says:

    Than,

    tem dias que nos sentimos assim mesmo… a Laura tem 19 meses, dia ou outro me sinto mais cansada, mais abatida, mais mal humorada, mais querendo ser solteira de novo nessa vida…. mas passa. Viu?

    Juro que passa.
    Tem outros dias que a gente olha para eles e pensa “como pude viver tanto tempo sem você??” e eu estou nessa fase agora, me perguntando como sinto tanta saudade dela quando estamos longe…

    acho que faz diferença vc não trabalhar – vc estava trabalhando, não? Parou? Fechou? Saiu?
    Quando trabalhamos fora, pensamos em outros assuntos durante o dia inteiro, é muito gostoso, apesar de sentir muita saudade da filha. Sempre dá ânimo para estar com ela integralmente nos fins de semana e feriados.

    Acho que pode ser uma boa vc trabalhar, o que vc acha? (isso de quem está mto longe e não te conhece direito, com todo respeito).

    Beijos!

  11. Thatá says:

    Por isso que gosto de vc!Rsrsrs!Sinceridade mode on!!Olha, é como no livro que li recentemente, amamos ser mães, amamos nossos filhos, mas não amamos a maternidade.Sim, porque maternar é coisa difícil sim e creio que NINGUÉM acha lindo abrir mão de coisa nenhuma, mas o faz por amor.Eu não acho nem um pouco legal ter parado na minha profissão por tempo indeterminado,mas faço com amor e aquele pensamento de que ele irá crescer e tudo voltará ao normal e as coisas que abri mão serão novamente conquistadas ;)
    Bjoooo!

  12. Andrea Fregnani says:

    Eita trabalho difícil mesmo Than, cansa, não temos folga, nem férias, enquanto digito isso aqui tem uma menininha apertando as teclas e quase me fazendo desistir hihihi
    Eu tive Alice dias antes de completar 40 anos, decidi junto com o pai que ia cudar em tempo integral, e hoje quase 2 anos depois vejo que tive Alice na minha melhor hora, já tinha trabalhado demais fora de casa, já tinha me divertido demais sozinha e acompanhada, e mesmo assim muitas coisas fazem falta, mas a gente vai aguentando ne,
    bjs

  13. Tatiane Garcia says:

    Gata garota, acho que isso é muito natural em nós, mães de primeira viagem. Eu me sinto assim tb ultimamente. ainda hj eu disse que antes tudo era mais fácil. E era. eu sinto falta de zilhões de coisas. Tenho sofrido com isso. A solução? poootz…não sei, mas se descobrir eu corro pra contar! rs, bjobjo

  14. Dona Mocinha - Taly Watanabe says:

    Ufaaaaaaaaaaaaa…

    Você é uma lindaaa Than. Estou vivendo EXATAMENTE com esses monstros todos. EXATAMENTE!!!

    Puts, as mesmas coisas acontecem com nós duas na mesma época né?rsrsrs..

    Sabe, que essa semana que passou, com aquele frioo, pensei exatamente nisso. Minhas irmãs (10 e 29 anos) estavam todas enroladinhas nas cobertas e eu lá, tudo em amor a maternidade..

    Lindo? é..mas é fróid meu..

    Estou com 50 quilos a menos agora depois de ler seu post, opa sumi..rs

    ADOREEEI

  15. Juliana says:

    Menina, você escreveu isso pra MIM!
    Porque nunca pensei tanto em engravidar como NESTE momento. Mas coloco na balança (como tudo que faço) e não sei ABSOLUTAMENTE nada.
    Não sei se quero abrir mão da minha vida super organizada, com todos os horários determinados, onde consigo encaixar as milhares de coisas que faço todos os dias.
    Mas tenho MUITO medo do tempo passar e eu descobrir láaaa na frente (nem tão lá assim, já estou com 37 anos) que minha hora já passou.
    Vontadinha de chorar agora….de desespero por não saber o que fazer.

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